Cerca de 130 instituições, entre
associações representativas, instituições bancárias, instituições de pagamento,
cooperativas, entidades governamentais, infraestruturas do mercado financeiro,
fintechs, marketplaces, consultorias e escritórios de advocacia, participaram
das discussões.
O
método que permite pagamentos instantâneos, teve embrião durante o governo de
Dilma Rousseff e só se concretizou no governo de Michel Temer.
O
Pix foi gestado pelo BC quando o economista Ilan Goldfajn presidia a
instituição. Inclusive, servidores do BC refutaram as falas de Bolsonaro de que
o seu governo teria sido o responsável pela criação do sistema de pagamento.
Desde 2021, o BC atua de forma independente.
Quando
o Pix passou a valer?
O
Pix foi lançado no dia 5 de outubro de 2020, no Governo Bolsonaro, mas
apenas para o cadastramento de chaves. As primeiras transações ocorreram a
partir de 16 de novembro do mesmo ano.
O
Pix foi inventado no Brasil?
O
Pix não foi inventado no Brasil. Diversos outros países possuem, cada um
ao seu modelo, suas formas e métodos de transferência de valores de forma
prática e quase imediata.
Bolsonaro
desconhecia o Pix
Em 2020, durante uma “entrevista” no
cercadinho que sua gestão construiu para atender – e apartar – jornalistas no
Alvorada, o ex-presidente Jair Bolsonaro demonstrou desconhecer o Pix, quando
um apoiador resolveu parabenizá-lo pela criação do sistema, que teve que lhe
explicar do que se tratava.
“Não tomei conhecimento, vou conversar
esta semana com o Campos Neto [presidente do Banco Central]”, disse o
presidente, segundo reportagem do UOL. Ou seja, o próprio presidente deixou
claro que não só não tem nada a ver com a criação, como sequer sabia do que se
tratava.
Segundo a CNN, em abril de 2022,
Bolsonaro disse que não tinha aderido ao novo sistema de pagamentos. “Mais de
100 milhões tem Pix no Brasil. Eu não tenho, tô afim de fazer um aí. Cai
dinheiro na conta da gente de graça? Se pedir, o pessoal bota? Vou fazer meu
Pix aí”, disse durante live transmitida nas redes sociais.
Recentemente, o ex-presidente afirmou que
sustentava a família de seu filho Eduardo Bolsonaro, deputado federal do PL de
São Paulo, com o dinheiro que recebia de apoiadores via Pix. Eduardo é acusado
de traição, e aliás, orgulha-se de trabalhar nos Estados Unidos contra os
interesses do Brasil.
A verdade sobre a
criação e o funcionamento do Pix
O “pai” do Pix é o corpo técnico do Banco
Central do Brasil, que trabalha de forma autônoma. “As especificações, o
desenvolvimento do sistema e a construção da marca se deram entre 2019 e 2020,
culminando com seu lançamento em novembro de 2020”, explicou o Banco Central em
nota em 2022, quando fake news sobre a criação do sistema começou a circular
novamente – a primeira vez teria sido em 2020.
“A agenda evolutiva do Pix é permanente e
prevê o lançamento de diversas novas funcionalidades a serem entregues nos
vários anos à frente”, explicou a nota. À época, o presidente do Banco Central
era Ilan Goldfajn, que iniciou os estudos e debates internos para a criação de
um sistema que facilitasse transferências instantâneas de dinheiro, a qualquer
hora do dia, sem depender de intermediários como DOC ou TED.
A proposta era
criar uma solução de pagamento que atendesse às demandas da sociedade digital,
aumentasse a competição no setor financeiro e promovesse a inclusão bancária. A
ideia foi amadurecida, estruturada e oficialmente lançada como projeto no
segundo semestre de 2019, já sob a presidência de Roberto Campos Neto no Banco
Central, que havia sido indicado por Bolsonaro, mas manteve a agenda técnica já
em curso.
O pagamento instantâneo foi lançado na
gestão de Jair Bolsonaro, em 2020, mas começou a ser preparado no período do
governo de Michel Temer (MDB). Nada disso liga o programa à personificação de
sua criação e sucesso.
A NOTICIA BS com Terra
e Revista Focus.