Além de Braz Morrone, dois investigadores da Polícia Civil e um ex-policial militar estão entre os alvos presos pelas forças de segurança.
A operação investiga um suposto esquema criminoso envolvendo tráfico de drogas, corrupção, vazamento de informações sigilosas e manipulação de procedimentos policiais. Além de Braz Morrone, dois investigadores da Polícia Civil e um ex-policial militar estão entre os alvos presos pelas forças de segurança.
Segundo as investigações, a organização criminosa teria utilizado a própria estrutura do Estado para favorecer integrantes do tráfico de drogas, comprometendo ações policiais desviando entorpecentes apreendidos.
Durante sua passagem por Cajazeiras e região, Braz Morrone ganhou notoriedade por conduzir investigações de grande repercussão, tornando-se um nome conhecido no combate à criminalidade no Alto Sertão. Agora, o delegado passa a figurar no centro de uma investigação que apura justamente a utilização indevida da atividade policial para supostos interesses criminosos.
Ao todo, foram cumpridos nove mandados de prisão e 24 mandados de busca e apreensão em diversas localidades do estado. A Justiça também determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 10 milhões, valor que, segundo as autoridades, estaria ligado ao fluxo financeiro das atividades investigadas.
Parte dos entorpecentes apreendidos nessas operações, ainda segundo as investigações, teria sido desviada e posteriormente comercializada ilegalmente, inclusive dentro do sistema prisional. Os lucros seriam repartidos entre agentes públicos e demais integrantes da organização criminosa.
As investigações também revelaram indícios de manipulação de procedimentos policiais, retirada clandestina de drogas armazenadas em unidade policial e repasse sistemático de informações sigilosas sobre operações às facções criminosas, permitindo fuga de suspeitos, frustração de diligências e continuidade do tráfico.
O nome da operação, “Perfidus”, vem do latim e significa “traidor” ou “desleal”, numa referência à conduta atribuída aos investigados, que teriam, segundo os órgãos de investigação, usado prerrogativas e estruturas estatais para beneficiar atividades criminosas.
A defesa dos investigados ainda não havia se pronunciado até a publicação desta matéria.