O Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome
informou hoje a antecipação do calendário de pagamentos do Bolsa Família com
reajuste. Os depósitos que começam hoje e iriam até 31 de outubro agora vão
terminar já na próxima quarta-feira (21). O motivo alegado foram os possíveis
impactos climáticos do super El Niño.
Com isso, todas as famílias serão contempladas antes da
votação do segundo turno das eleições, no domingo (25). O pagamento de outubro
já inclui o reajuste de 15% anunciado pelo presidente Lula em 17 de setembro.
Ao todo, o programa vai atender em outubro 19,3 milhões de
famílias, com benefício médio de R$ 782,92 (R$ 104,74 a mais que a média de
setembro) —a folha mensal do programa saltou de R$ 13 milhões para R$ 15
milhões.
Em regra, o Bolsa Família é pago nos últimos 10 dias úteis
de cada mês e leva em conta o número final do NIS (cada final recebe um dia).
Se seguido como planejado, isso faria com que metade das famílias só recebesse
o valor depois da eleição.
Segundo o informe do MDS às prefeituras, a medida
antecipatória valerá também para os meses de novembro e dezembro. A portaria
com a mudança foi publicada em portaria na edição do Diário Oficial da União de
hoje.
Veja como ficou:
Justificativa do governo
A medida, segundo o documento
oficial, "busca mitigar os possíveis eventos do super El Niño sobre as
famílias em situação de vulnerabilidade." Já foi adotada em outros
momentos, diz o informe, como em maio de 2024, com a unificação dos pagamentos
do Bolsa Família para o Rio Grande do Sul.
Segundo a pasta, as previsões
para o último trimestre de 2026 "indicam menos chuva que a média histórica
em grande parte da Região Norte e em áreas do Nordeste e do Centro-Oeste, o que
pode agravar a seca e a escassez hídrica. No Sul, em parte do Sudeste e no
leste do Nordeste, a previsão de chuvas acima da média aponta para maior risco
de enchentes, especialmente na Região Sul.".
"Análises técnicas do MDS
identificaram que, em agosto e setembro de 2026, ocorreram 518 reconhecimentos
federais de situação de emergência ou estado de calamidade pública, mais que o
dobro dos 253 registrados no mesmo período de 2025. O aumento foi impulsionado
principalmente pelas tempestades no Sul, com ocorrências de chuva intensa,
granizo, vendaval e inundação", diz o informe.
Esses dados demonstram que os
impactos climáticos já atingem diferentes territórios e podem assumir
características distintas conforme a região.
Informe Ministério do
Desenvolvimento Social e Combate à Fome.
Sobre o aumento
O governo Lula anunciou o aumento
no dia 17 de setembro, o primeiro realizado durante o atual mandato do petista.
O reajuste acompanha a correção pela inflação acumulada desde junho de 2023,
quando o programa voltou oficialmente a se chamar Bolsa Família, até agosto.
Com a medida, o piso do programa,
que era de R$ 600, passa a ser R$ 691. Segundo o Ministério da Fazenda, para
2027, o aumento custará R$ 22 bilhões.
Com UOL


























