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20 de março de 2026

Laudo inicial não encontra sinais clássicos de intoxicação em mulher morta após comer pizza em Pombal PB

 

A investigação sobre a morte de Raíssa Bezerra, de 44 anos, em Pombal, no Sertão da Paraíba, ganhou novos contornos técnicos.

Segundo o Núcleo de Medicina e Odontologia Legal (Numol), a necropsia inicial não identificou sinais macroscópicos comuns em quadros de intoxicação, como edemas cerebrais e pulmonares ou odores característicos. Diante da ausência de evidências visíveis, os peritos agora aguardam exames toxicológicos complementares para identificar possíveis substâncias exógenas (externas) que não podem ser detectadas a olho nu.

O caso, que além do óbito registrou cerca de 118 pessoas atendidas com sintomas de mal-estar, é tratado pela Polícia Civil sob duas frentes: homicídio culposo (quando não há intenção de matar) e crime contra as relações de consumo, por venda de alimento impróprio. O proprietário da pizzaria, Marcos Antônio, de 24 anos, afirmou em pronunciamento que está colaborando com as autoridades e negou qualquer negligência proposital, alegando que o comércio é seu único sustento há seis anos.

A previsão é que os laudos definitivos, que analisam amostras biológicas e restos dos alimentos recolhidos, sejam concluídos em até 30 dias.

Para o delegado Rodrigo Barbosa, esses documentos serão determinantes para separar uma possível intoxicação alimentar (manuseio inadequado) de uma intoxicação exógena (contaminação por agente químico externo).

Enquanto os resultados não saem, o estabelecimento permanece sob investigação e o material segue em análise laboratorial rigorosa.

Fonte: Repórter PB


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