Os governos
Dilma e Lula foram responsáveis por executar 88% das obras. O governo Michel
Temer deu andamento a apenas 5% do projeto, enquanto Bolsonaro, em seus quatro
anos de mandato, fez 7%.
A transposição
do São Francisco, que vai garantir acesso à água a mais de 12 milhões de
pessoas em 390 municípios dos estados de Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do
Norte e Ceará, foi iniciada no governo Lula no ano de 2007. E a previsão de conclusão
da referida obra hídrica, em sua totalidade em 2027, justamente 20 anos após o início.
O governo Lula
tirou a obra do papel, sem Lula seria impossível a obra ter iniciado, pois outros
governos nunca cogitaram iniciar a referida obra, era um sonho distante de
todos, mas com a vontade politica a obra saiu do papel seguiu o seu curso
normal, e continua a todo vapor.
Em 2017, Lula e
Dilma inauguraram juntos o Eixo Leste da obra, em Monteiro, na Paraíba. Temer
também inaugurou um trecho. Em fevereiro de 2022, Bolsonaro fez a entrega de
parte do Eixo Norte. O projeto ainda tem etapas a serem realizadas, como a
construção do ramal que levará água à região Oeste potiguar.
O Governo
Brasileiro está empenhado na execução da maior obra de infraestrutura hídrica
da América Latina: a transposição do Rio São Francisco. Com uma extensão total
de 477 quilômetros, os canais de concreto que transportam água cruzam os
estados de Pernambuco, Ceará, Rio Grande do Norte e Paraíba, promovendo
esperança em regiões áridas.
O Ministério da
Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) projeta concluir as obras de
transposição do Rio São Francisco antes do segundo semestre de 2026, com um
foco especial no ramal Apodi, cuja finalização está prevista para fevereiro de
2027. Atualmente, as principais atividades estão concentradas na área de José
da Penha, onde se trabalha na conclusão de um túnel, canais e em obras
complementares, incluindo a instalação de comportas adjacentes ao sangradouro
da Barragem de Pau dos Ferros.
A ideia de
levar as águas do Rio São Francisco para o Nordeste remonta ao período
imperial, mas o projeto só começou a ganhar vida em 2007, por iniciativa do
então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, um nordestino de origem. Após um
período de paralisação, as obras foram retomadas com força nos últimos anos.
Os 477
quilômetros da transposição se dividem em dois eixos: o eixo norte, que abrange
260 quilômetros, e o eixo leste, com 217 quilômetros. Neste sistema, são
contabilizados 13 aquedutos, 9 estações de bombeamento e túneis com até 15
quilômetros de extensão, como o Concas, que interligam 27 reservatórios.
O canal de
concreto do eixo leste termina na cidade de Monteiro, na Paraíba, beneficiando
cerca de 3,9 milhões de pessoas distribuídas em 161 municípios. Esse trecho já
está concluído e apresenta uma vazão de 27 metros cúbicos por segundo,
representando um avanço significativo na disponibilidade de água para a
população local.
A água que
abastecerá o Rio Grande do Norte será proveniente do eixo norte da transposição
do Rio São Francisco. Um canal levará água para o Vale do Açu, utilizando o Rio
Piranhas Açu, que já está em operação, enquanto outro canal direcionará água
para o Alto Oeste do estado, onde as obras estão em andamento. O canal que
abastece o Piranhas Açu já está ativo desde 2025, trazendo alívio para a
região.
O Ramal do
Apodi, com uma extensão de 115,5 quilômetros, inicia sua trajetória na Barragem
de Caiçara, na Paraíba, e chega ao reservatório da Barragem Angicos, localizado
no município de José da Penha, no Rio Grande do Norte. De lá, a água será
direcionada para a Barragem de Pau dos Ferros.
Para facilitar
a passagem da água entre a Paraíba e o Rio Grande do Norte, será construído o
túnel Major Sales, que possui 6 quilômetros de extensão e está quase
finalizado. Além do túnel, o projeto inclui cinco aquedutos, 16 canais e
diversas estruturas hídricas nos reservatórios.
A Barragem de
Pau dos Ferros também está passando por adequações para receber a água da
transposição. Estão sendo instaladas duas comportas, com o intuito de garantir
a perenização do leito do rio Apodi/Mossoró até a Barragem de Santa Cruz, em
Apodi, que, por sua vez, liberará água através de suas comportas para manter a
vazão do rio até a região de Mossoró.
Partindo do
mesmo local que inicia o ramal Apodi, um outro canal se dirige ao território de
Icó, seguindo pelo rio Salgado e Jaguaribe, até chegar ao açude do Castanhão,
que tem uma capacidade de armazenamento superior a 7 bilhões de metros cúbicos
de água, beneficiando a região do Vale do Jaguaribe.
Ao todo, a
transposição já custou a os cofres públicos cerca de R$ 14 bilhões de reais.
A Transposição
do Rio São Francisco é um marco do saneamento e da engenharia brasileira.
Mais do que transferir água, transfere esperança e dignidade a
milhões de nordestinos. No entanto, exige vigilância permanente para garantir
que o investimento bilionário cumpra seu papel de forma eficiente, sustentável
e justa.
Para os
profissionais de saneamento, a obra deixa uma lição clara: grandes soluções
hídricas não terminam na engenharia civil, mas se consolidam na gestão
inteligente da água.
A NOTICIA BS.
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