O atual presidente
da república federativa do Brasil o senhor Luiz Inácio Lula da Silva (PT), já
entrou para a história, como o único presidente eleito, consagrado nas urnas,
pelo voto popular três vezes na democracia. Ampliando o seu protagonismo
histórico ao longo das últimas três décadas, que marcaram a redemocratização do
país após 21 anos de ditadura (1964-1985).
Lula talvez será o
único a atingir esta marca, pois até hoje, só ele conseguiu a chegar a este
patamar. Lula será estudado nos livros de história, como um dos presidentes que
mais trouxe benefícios a população brasileira, na educação, na saúde e na
infraestrutura.
Do sindicato à
Presidência
Lula tem uma longa
trajetória na política brasileira, iniciada ainda na década de 1970. Na época,
justamente quando o país vivia ainda sob ditadura militar, Lula era diretor do
Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, um dos principais
centros industriais do país.
Em 1975, ele foi
eleito presidente do sindicato, que representava 100 mil trabalhadores. Três
anos depois, em 1978, após ser reeleito presidente da entidade, Lula lidera as
primeiras greves operárias em mais de uma década.
Naquele momento, o
país vivia um processo de abertura política lenta e gradual. Em março de 1979,
mais de 170 mil metalúrgicos pararam as fábricas no ABC Paulista. No ano
seguinte, cerca de 200 mil metalúrgicos cruzaram os braços.
A repressão
policial ao movimento grevista, que chegou a levar Lula à prisão, fez emergir a
liderança popular de Lula, que criaria o Partido dos Trabalhadores (PT), em
1980. Alguns anos depois, ele fundaria também a Central Única dos Trabalhadores
(CUT).
Em 1984, Lula foi
uma das principais lideranças da campanha das Diretas Já para a Presidência da
República. Em 1986, foi eleito o deputado federal mais votado do país, para a
Assembleia Constituinte, que elaborou a Constituição Federal de 1988.
Liderança nacional
consolidada, Lula foi lançado pelo PT para disputar a Presidência da República
em 1989, após 29 anos sem eleição direta para o cargo. Perdeu a disputa, no
segundo turno, para Fernando Collor de Mello, por pequena diferença de votos.
Dois anos depois,
no entanto, Lula liderou uma mobilização nacional contra a corrupção que
culminou no impeachment de Collor. Em 1994 e 1998, Lula voltou a ser
candidato a presidente, sendo derrotado por Fernando Henrique Cardoso nas duas
ocasiões.
Em 2002, por meio
de uma inédita aliança política, o PT aprovou uma coligação política que
incluía PL, PCdoB, PCB e PMN, lançando Lula novamente a presidente, tendo como
vice-presidente na chapa o senador José Alencar (PL), de Minas Gerais, um dos
maiores empresários do país.
Em 27 de outubro
de 2002, em segundo turno, aos 57 anos de idade, Lula obtém quase 53 milhões de
votos e se elege pela primeira vez presidente da República. Seu mandato foi
marcado pela ampliação de programas sociais e expansão nas áreas de educação e
saúde, além de uma política de valorização do salário mínimo.
Uma das principais
marcas do seu governo foi a redução da miséria no país. Em 2006, Lula e José
Alencar são reeleitos e terminam o mandato, em 2010, com a maior aprovação de
um governo da história do país, superior a 80%.
Essa popularidade
impulsionou a eleição de Dilma Rousseff (PT), que era a principal ministra de
Lula, e foi eleita a primeira mulher presidente da história do país, sendo
reeleita.
Em 2022 Lula
venceu o ex-presidente Bolsonaro se tornando o único presidente eleito pela
terceira vez, e entrando de vez para a história da nossa redemocratização.
Lula chamou a
atenção com ações que impactou o mundo, no combate a fome, tirando o Brasil do
mapa da vergonha, sendo o presidente histórico. O seu governo tirou milhões de
brasileiros da miséria, este fato mostrou ao mundo que ele foi o diferencial na
américa latina, ganhando a admiração e o respeito do mundo inteiro.
10 coisas que
Lula fez e você talvez não saiba
Ao longo de três
mandatos — dois entre 2003 e 2010, e o atual, iniciado em 2023 —, o presidente Luiz
Inácio Lula da
Silva esteve à frente de um
conjunto de políticas públicas que alteraram a infraestrutura, a saúde e a
educação do país. Parte delas é lembrada de forma imprecisa no debate público —
seja por exagero, seja por esquecimento. Este texto resgata dez delas, com data
de criação, valor investido e fonte, sempre que esse dado existe.
1. A quitação
da dívida com o FMI (2005)
O que representou:
os US$ 15,5 bilhões pagos equivaliam a toda a dívida que o Brasil ainda devia
ao FMI.
2. A criação do
SAMU (2003/2004)
O Serviço de
Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192) está presente em 4.143 municípios
brasileiros, cobrindo cerca de 188,6 milhões de pessoas (o equivalente a quase
86% da população do país), de acordo com dados oficiais do Ministério da Saúde. É o maior sistema público gratuito de atendimento
móvel de urgência do país.
3. O Programa
de Aceleração do Crescimento — PAC (2007)
Alcance: só na
rodada "PAC Seleções" de 2023/2024, foram contempladas 6.778 obras e
equipamentos em 3.270 municípios — 59% de todos os municípios brasileiros.
4. O ProUni e a
expansão do ensino superior (2004-2005), O presidente que criou mais
universidades.
Números: a
primeira edição, em 2005, ofertou 112.416 bolsas. Desde então, o programa já
soma mais de 1 milhão de bolsas de estudo concedidas, segundo o Ministério da
Educação.
5. As
hidrelétricas do Rio Madeira — Jirau e Santo Antônio
Capacidade:
juntas, Jirau e Santo Antônio somam 7.318 MW de potência instalada — energia
suficiente para abastecer, em teoria, algo entre 10 e 14 milhões de
residências, considerando o consumo médio de uma casa brasileira (essa é uma
estimativa aproximada nossa a partir da capacidade declarada, não um número
oficial de "pessoas atendidas", já que a energia gerada entra no
Sistema Interligado Nacional e se mistura à de todas as outras usinas do país).
6. A
transposição do Rio São Francisco (2007)
Quem já foi
beneficiado: segundo o Ministério da Integração e o Palácio do Planalto, as
partes já concluídas da obra beneficiam 237 municípios e cerca de 8,1 milhões
de pessoas em Pernambuco, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte — capacidade que
a obra ampliou de 24,75 m³/s para 49 m³/s. A meta final do projeto, quando
totalmente concluído, é atender 12 milhões de pessoas em 390 municípios e 294
comunidades rurais do semiárido nordestino.
7. O programa
Luz para Todos (2003)
Números: 3,8
milhões de famílias — cerca de 17,9 milhões de pessoas — foram atendidas desde
a criação do programa, com investimento de R$ 24,3 bilhões, segundo o
Ministério de Minas e Energia.
8. O Minha Casa
Minha Vida (2009)
O Governo Federal
já entregou mais de 1,5 milhão de moradias (casas e apartamentos) pelo programa
Minha Casa, Minha Vida no atual mandato (iniciado em 2023), além de já somar
mais de 2,5 milhões de unidades contratadas.
9. O Bolsa
Família (2003)
Números: o
programa nasceu em 2003 atendendo 3,6 milhões de famílias. Hoje, em 2026,
atende entre 18,8 e 19,3 milhões de famílias por mês, dependendo do mês de
referência — o pico histórico foi em setembro de 2023, com 21,5 milhões de
famílias. O investimento mensal atual gira em torno de R$ 13 bilhões, com
benefício médio de aproximadamente R$ 690 por família. Mulheres respondem por
83,5% dos responsáveis familiares beneficiários, e pessoas negras ou pardas
somam 73% do total de beneficiários.
10. Os
Institutos Federais (2008)
Números: até 2002,
o Brasil tinha apenas 140 escolas técnicas federais. Com a Lei 11.892/2008,
essas escolas foram reorganizadas em 38 Institutos Federais — hoje a rede soma
mais de 680 campi e atende mais de 1,5 milhão de estudantes matriculados, um
crescimento de mais de dez vezes no número de unidades em pouco mais de duas
décadas. Uma expansão adicional de 100 novos campi, anunciada em 2024, deve
gerar mais 140 mil vagas até 2026.



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