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sábado, 24 de junho de 2017

Tradicional Fogueiras de São João em Bom Sucesso PB

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A mais votada nas redes sociais, ficou em 1º lugar.

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2º lugar
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3º lugar
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Bom Sucesso PB, sábado 24 de junho de 2017.

É tradição no sertão nordestino as fogueiras de São João; em Bom Sucesso PB no sertão paraibano, em quase todas as residências se pratica esta tradição, em frente as casas sempre existe uma fogueira queimando na noite denominada de São João. Em todas as ruas da pequena cidade de Bom Sucesso teve fogueira queimando na noite de ontem (23); como também nos sítios deste municipio, destacamos Sito Cachoeira, Boa Vista, Caiçara, Oiticica, Bom Sucesso, Dois Corregos, Boa Água, Arapua, São Bento, Catolezinho, Humaitá, Santo Antonio, Baixas, Distrito de Serrinha, em todas estas localidades foram registradas as tradicionais fogueiras.

Nas redes sociais no Facebook e Zap, teve até votação para saber qual a fogueira mais organizada e bonita, três fogueiras se destacaram entre as demais.

De origem europeia, as fogueiras juninas fazem parte da antiga tradição pagã de celebrar o solstíco de verão. Assim como a cristianização da árvore pagã "sempre verde", que se tornou a famosa árvore de natal, a fogueira a volta do 25 de junho tornou-se, pouco a pouco, na Idade Média, um atributo da festa de São João Batista, o santo celebrado nesse mesmo dia. Ainda hoje, a fogueira de São João é o traço comum que une todas as Festas de São João Europeias (da Estônia a Portugal, da Finlândia à França).

As celebrações do solstício ainda são centradas no dia do solstício do verão astronômico. Alguns optam por realizar o rito em 21 de junho, mesmo quando este não é o dia mais longo do ano, alguns comemoram em 24 de junho, o dia do solstício no tempo dos romanos. Os antigos romanos também realizavam um festival em honra do deus Summanus em 20 de junho. Na Wicca, os praticantes celebram no dia mais longo e a noite mais curta do ano, que não têm uma data definida, a partir do calendário celta de 13 meses. Na Europa principalmente na idade média as fogueiras eram utilizadas em rituais pagão.


"A fogueira tá queimando em homenagem a São João...", cantou Luiz Gonzaga. De acordo com a tradição católica, a fogueira queimou, nas montanhas da Judeia, para anunciar o nascimento de João, no dia 24 de junho. Foi a forma que sua mãe Isabel encontrou para comunicar a chegada do filho à  Maria, sua prima, que também estava grávida e seis meses depois daria luz a Jesus.


"Como Maria, Isabel também engravidou contra todas as probabilidades. Não era virgem, mas dizia-se que estava estéril e tinha idade avançada quando concebeu o último filho.  Ele se tornou um pregador e ficou conhecido por batizar os gentios nas águas do Rio Jordão. [...] Para ganhar de vez o apelido de `Batista´, realizou um feito capaz de fazer inveja a qualquer outro santo: abençoou o próprio Jesus", comenta Luciana Chianca, professora de Antropologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

Segundo Luciana, tais feitos conferiram a João Batista um lugar de honra entre os santos católicos: ele é o único do qual se comemora, assim como Jesus, o dia do nascimento e não o da morte, como os demais santos. 

Antes da evangelização da Europa, na Idade Média, as fogueiras eram utilizadas em rituais pagãos, que celebravam a chegada do solstício de verão no Hemisfério Norte. Como uma maneira de dar novo significado às práticas pré-cristãs, a exemplo dos cultos solares e lunares relacionados à vida agrícola, o dia 24 de junho foi incorporado ao calendário cristão, como comemoração ao nascimento de São João Batista.


"Naquele continente, a diferença entre as estações é bem marcada por um contraponto: o solstício de verão – dia com maior duração da luminosidade do sol (21 de junho) –, e seis meses depois, o solstício de inverno – dia menos beneficiado pela luz solar (21 de dezembro). Entre os mais importantes cultos solares, registrava-se por toda a Europa a queima noturna de fogueiras no solstício de verão, para festejar a vitória da luz e do calor sobre a escuridão e o frio. A Igreja Católica adotou esses marcos cósmicos, atribuindo aos primos João e Jesus dois momentos de honra para seus nascimentos: o primeiro, perto do solstício de verão; o segundo, perto do solstício de inverno", explica Luciana Chianca. 

Reza a tradição popular que, para cada santo junino, a fogueira tem de ser armada de uma determinada maneira: a de São João deve ter uma base arredondada, já a de Santo Antônio deve ser quadrada e a de São Pedro, triangular.
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A NOTICIA BOM SUCESSO PB

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